Administração “injeta” mais verba no Residencial Pazetti, mas obras não andam

A atual administração “liberou” mais R$ 17 milhões para que as 836 casas em construção do Residencial Pazzeti, na região do bairro Viacava, sejam concluídas. No entanto, as obras iniciadas ainda durante a gestão do ex-prefeito Edson Moura (PMDB) nunca são terminadas. Esta é a segunda vez que a Prefeitura de Paulínia libera mais investimentos. A primeira foi em maio do ano passado.

Na Edição 939, datada de 18 de janeiro de 2012, do Semanário Oficial do Município, consta que a atual administração destinou como forma de aditamento (inserção a mais no valor da obra) R$ 17.022.126.90 para que a construtora Mello de Azevedo termine as obras, mas quase quatro anos depois de iniciadas, as mesmas não saem do lugar.

Mas esta não é a primeira vez, que novos valores são “incorporados” nessa construção, para que a mesma termine. No Semanário Oficial 904, de 23 de maio de 2011, consta que foram aditados R$ 22.401.996,00, na obra que custou inicialmente R$ 149,5 milhões para que o bairro fosse erguido.

O caso constantemente tem sido alvo de comentários e críticas dos vereadores durante várias sessões na Câmara, que falam sobre a demora do Executivo em terminar as casas; e também a falta de informações que o mesmo nunca presta aos membros do Legislativo, quando eles pedem por dados.

Na Sessão realizada no dia 8 de novembro de 2011, o vereador Francisco Almeida Bonavita Barros (PTB) fez o requerimento 306, pedindo informações ao Executivo sobre as casas que estão sendo construídas na região do bairro Viacava, pela empresa Melo de Azevedo. No Requerimento, o petebista pedia as respostas corretas sobre o pagamento do início das obras, os valores gastos até agora para a construção das moradias populares e principalmente o real motivo das mesmas ainda não terem sido entregues. E na oportunidade disse que se as mesmas não viessem a contento, ele iria procurar por meios legais para conseguir as respostas sobre as suas indagações.

Quase um mês depois, na sessão ocorrida em 6 de dezembro, Bonavita afirmou que para sua tristeza, as informações pleiteadas no documento por ele protocolado, não vieram completas e que a resposta do Executivo seria que por ser um processo licitátorio de mais de 9000 páginas, o prazo para as respostas deveria ser mais razoável.

Já na última Sessão Ordinária de 2011, a 23ª, realizada em 20 de dezembro, o vereador Custódio Campos (PT) afirmou que não acredita que essas casas sejam entregues tão logo. Fato que realmente possa acontecer, já que consta ainda na Edição 939, da Publicação Oficial do Município que há o prazo de prorrogação em 676 (seiscentos e setenta e seis) dias, a partir de 25 de fevereiro de 2012. O que demonstra que as mesmas tem o prazo de quase dois anos, ou seja, fevereiro de 2014 para serem concluídas.

Inicialmente a entrega dessas casas, pelo planejamento da administração passada, estava prevista para ocorrer até o dia 1º de março de 2011.

Durante sua Campanha para as “Eleições Municipais de 2008”, o prefeito José Pavan Junior (PSB) prometeu entregar para a população um total de 6134 moradias populares. No entanto, nem mesmo essas casas, cuja construção começou ainda na administração passada é concluída e as únicas moradias populares que começaram a ser construídas são as 593, que fazem parte do Programa Minha Casa Minha Vida 2, do Governo Federal, que começaram a ser erguidas em outubro do ano passado, na região do João Aranha.

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